Mais uma experiência internacional para João Silva, que voltou a vestir as cores de Portugal no Trial das Nações.
A Seleção Nacional de moto trial deslocou-se no passado fim-de-semana a Arteixo, na região espanhola da Galiza, onde competiu no Trial das Nações 2026 contra 15 nacionalidades oriundas dos 4 cantos do Mundo. A participar na classe Internacional, a equipa Portuguesa apresentou-se com Paulo Gonçalves, Filipe Sá e o jovem torriense João Silva, tendo concluído a competição na 15ª e penúltima posição, sendo apenas superior à formação do Luxemburgo.
Como desafio, os pilotos tinham um conjunto de 15 zonas a percorrer por duas vezes, formadas maioritariamente por obstáculos de pedra granítica natural e dificuldade técnica elevada.
Sábado, primeiro dia do evento, foi preenchido com as habituais verificações técnicas, reconhecimento apeado da zonas e apresentação oficial das nações participantes. No domingo a competição começou bem cedo, cerca das 8h50 já os pilotos enfrentavam a 1ª volta disputada sob condições meteorológicas favoráveis. Neste período Portugal chegou a superiorizar-se também ao Canadá, mas com a 2ª ronda veio também a chuva e as condições, já exigentes, agravaram-se ainda mais. A equipa do Canadá adaptou-se melhor e relegou Portugal para a penúltima posição do ranking final que teve a Noruega como grande vencedor da categoria internacional.
Já na classe mundial, que integra apenas as 4 melhores seleções do planeta, a vitória ficou com a invencível Espanha pela 22ª vez consecutiva.
A participar pela 3ª vez nesta que é uma das maiores competições do moto trial mundial, João Silva referiu que começou tranquilo, livre de pressão, fruto da experiência trazida das outras participações. Adiantou ainda que "é sempre um orgulho representar o nosso país e um entusiasmo grande estar no meio dos melhores do Mundo. A primeira zona correu bem, comecei com um "0", o terreno estava seco e sentia que o meu desempenho na 1ª volta estava até a superar as minhas próprias expectativas. Na 2ª volta veio a chuva e as zonas que já eram de dificuldade elevada, ficaram ainda mais desafiantes. Perdi confiança e não estava a conseguir superar algumas zonas que na primeira volta até tinha corrido bem. Foi muito importante o apoio que recebi dos meus colegas de equipa neste momento, moralizou-me e consegui progredir e equilibrar mais o meu desempenho até ao final. Mais um TDN concluído, mais uma grande experiência vivida, com a consciência de que muito falta ainda fazer para atingirmos o nível técnico das outras nações aqui representadas. Queria agradecer de forma especial ao meu Mochileiro, à FMP por mais esta grande oportunidade e também à minha Família, Amigos e Parceiros que nunca me faltam o melhor apoio."
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FOTO | Diogo Leitão FMP